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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Juntos para sempre - Velhice e amor bem sucedido

Juntos para sempre - não é conto de fadas, é real

Casais contam como conseguiram ter um casamento feliz e duradouro, superando as crises e a rotina numa época em que ficou fácil se divorciar
Da redação
redacao@folhauniversal.com.br


O casamento de Antônio Fernandes e Maria Pereira Fernandes começou em 1957, em plenos anos dourados. Maria estava num ponto de ônibus quando Antonio passou com amigos que o desafiaram a paquerá-la. Ele aceitou o desafio, eles conversaram, depois namoraram por 4 anos e estão casados até hoje. “Foi amor à primeira vista”, lembra Maria, que tinha 25 anos e já estava “madura” para os padrões da época. Hoje, aos 80 anos ela acredita que aproveitou bem a juventude e é feliz com a família que construiu, composta de um filho biológico e quatro adotivos, três netos e um bisneto.

Uniões como essa são cada vez mais raras, mas persistem. Segundo os dados do Censo 2010, o número de casamentos formais caiu na última década, e os divórcios aumentaram. A situação se repete em todo o mundo. Na capital do México, onde o índice de separação chega a 50%, o parlamento discute casamentos temporários de apenas 2 anos. Se o casal quiser permanecer junto depois desse tempo tem que renovar o contrato. Caso contrário, a separação é automática.

Ao se casar, as pessoas buscam a felicidade, mas a individualidade e a intolerância cada vez mais minam relações que muitas vezes sequer começaram. Maior tolerância com as uniões estáveis e facilidades jurídicas para se divorciar são alguns dos fatores que levam aos rompimentos. No entanto, muitos casais ainda buscam concretizar o “felizes para sempre” e permanecem juntos durante anos, décadas.


Casamentos longos não significam necessariamente que o casal seja feliz. Construir relações saudáveis precisam ser o foco para que a durabilidade seja acompanhada de felicidade. Quanto mais tempo o casal passa junto, mais chances tem de desenvolver companheirismo, intimidade e respeito mútuo.

Em relações humanas, não existem fórmulas, mas o pesquisador norte-americano John Gottam estudou 50 casais ao longo de 16 anos e chegou a sete princípios fundamentais para que o casamento dê certo (veja as ilustrações ao longo da reportagem). A manutenção do afeto e a busca pela harmonia parecem ser mais influentes na duração das relações do que a facilidade de se divorciar.

O casal Fernandes concorda. Antonio conta que não imaginava que seu casamento durasse tanto tempo e que nunca sentiu nenhum tipo de pressão por parte da família para manter o relacionamento para sempre. “Quando casei, nunca imaginei que ia durar. Eu queria sair da casa dos meus pais. Sou filho de imigrantes portugueses, tive uma criação machista, intolerante. O homem tinha que ser durão, e a mulher tinha que ser tratada como um lixo. Mas, me apaixonei”, confessa.

“A gente tem que ter humildade. Não ter o orgulho besta que nossos pais tinham”, avalia Antonio, aos 78 anos.


Exemplo

Já Nair Adriani Mançano, de 81 anos, 57 anos deles casada com José, sempre acreditou que seu casamento seria longo, como foi o de seus pais. “Minha família era muito estruturada e eu acreditava que casamento era para sempre. Mas, o importante é ter carinho e respeito mesmo.” Para eles, a maior tolerância em relação ao divórcio não influenciou o relacionamento do casal. “A gente já passou por tanta coisa. Já passamos por muitos apertos, mas sempre juntos”, relembra José.

Se para Nair o exemplo dos pais foi uma influência forte, o mesmo não aconteceu com a prole do casal, que tem duas filhas, uma delas divorciada. “Hoje em dia as pessoas são mais intolerantes”, acredita José. Mas ele não condena a separação da filha. “Cada um tem o seu jeito de pensar, e a gente tem que respeitar.”


Os dois filhos dos Fernandes também se separaram. O mais velho rompeu o matrimonio depois de 26 anos de casado e a mais nova depois de 1 ano. Tempos depois casou-se de novo e já vive há 20 anos com o atual marido.

“Os casais mais jovens têm facilidade para o divórcio porque  a construção conjugal ainda é menor e o investimento também. Quanto mais passa o tempo  mais as pessoas pensam duas vezes antes de terminar uma relação de casamento”, aponta a psicóloga familiar da Universidade Pontifícia Católica (PUC)de São Paulo, Ceneide Cerveny.

Bombeiros

José e Antonio são reconhecidamente os “bombeiros” de seus casamentos. Nair e Maria admitem ser mais esquentadas e reconhecem a calma dos maridos como um fator importante na relação. “Para a mulher é sempre mais difícil, porque a gente acaba ficando mais com os filhos, resolvendo os problemas da casa. Mas ele sempre esteve presente. Até hoje, a gente faz a faxina juntos, se tiver que fazer uma compra ele faz”, conta Nair.

“Sempre tivemos rusgas, desentendimentos. A intolerância em certos momentos é o mais difícil. Depois do amor, o maior segredo é a tolerância”, acredita Antonio. E deve ser mesmo. A tolerância está presente em três dos sete princípios levantados cientificamente por Gottman. No livro, em que descreve os resultados do estudo, ele chama a atenção para as mudanças pelas quais o casal passa e a necessidade de estar preparado para lidar com elas. Algumas diferenças talvez não sejam superadas nunca. Afinal, os casais por mais unidos que sejam, são formados por duas pessoas diferentes, mas não precisam causar magoas. O diálogo é o melhor caminho para entender a importância que o fator que levou ao impasse tem para o outro.

“Nessa hora entram em cena as adaptações e as renegociações para voltar ao equilíbrio. Acho que começam na comunicação ou na falta dela as decepções e os conflitos que podem chegar ao ponto do rompimento da relação”, acredita a psicóloga Ceneide Cerveny.

Sonhos

Nair e José se conheceram em Jundiaí, no interior de São Paulo e se mudaram para a capital em 1958 atrás de oportunidades melhores de emprego. “A gente sempre correu atrás junto de condições melhores”, afirma José.

Na casa dos Fernandes o companheirismo e a construção de sonhos comuns também sempre existiram. “Sempre tivemos aspirações e quisemos construir as coisas juntos, e isso motivou a gente”, conta Antonio. “Hoje em dia os casais competem. Isso não pode acontecer. Os dois tem que ser iguais”, define.

Casal festeja os 50 em queda livre

Um casal norte-americano fugiu das tradições para celebrar as bodas de ouro de seu casamento. Em vez de jantar romântico, viagem dos sonhos ou grande festa para a família e os amigos, Alan Dodd, de 69 anos, e Pat, de 71, decidiram celebrar a data nada mais nada menos do que a 4.200 metros de altura, com um salto de paraquedas. “Cinquenta anos de casados é uma circunstância significativa o bastante para querer fazer algo um pouco diferente do que qualquer um faria normalmente”, disse Dodd ao canal de tevê norte-americano KRQE.

No início, Pat não gostou muito da ideia, mas após muita insistência do marido, ela tomou coragem e decidiu aproveitar a “festa”. Eles gostaram tanto da experiência que já estão planejando repetir a dose. “Estou pensando em pular outra vez no nosso 75º aniversário”, brincou Dodd. Os dois concordam que a aventura radical está entre os melhores momentos que já passaram juntos nessas 5 décadas de amor e companheirismo.

O casal surpreendeu a todos passando o vídeo do salto na recepção que fizeram para alguns familiares e amigos para comemorar as bodas de ouro. Segundo eles, os quatro filhos ficaram espantados ao ver o filme.





Folha Universal



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Casamento blindado II

Curso realizado em novembro ensinou casais a fortalecer a união. Próximo encontro está previsto para o mês de janeiro de 2012

Por Jaqueline Corrêa / Fotos: Demétrio Kochaz
redacao@arcauniversal.com


Pela primeira vez no Brasil, o curso Casamento Blindado, realizado pelo bispo Renato Cardoso e sua esposa, Cristiane Cardoso, ajudou dezenas de casais a enxergarem onde estão as falhas nos relacionamentos, que muitas vezes terminam em divórcio.

Tanto presencialmente quanto pela internet, centenas de homens e mulheres aprenderam a “blindar” o casamento após tomarem conhecimento do que, de fato, atrapalha a relação.

Por que muitos casais se divorciam, já que fizeram juras de amor no dia da cerimônia? Se eles se amam, qual é o motivo deles não conseguirem permanecer juntos? O curso respondeu a estas e a outras questões muito comuns na mente de quem não entende as razões de haver tantas separações, desentendimentos, brigas e ressentimentos entre parceiros ou cônjuges.

Para os palestrantes, a preocupação maior foi fazer os participantes entenderem que quando a emoção dá lugar à razão, na hora de se resolver qualquer problema, a tendência é o relacionamento afundar.

Durante as sete aulas do curso, maridos, esposas, noivos, casais de namorados e solteiros compreenderam que um casamento feliz dá trabalho; ou seja, para que a relação dê certo, é necessário haver renúncias, sacrifícios, respeito e dedicação.

“Chorava por tudo”

Para a jornalista Jeane Vidal, de 40 anos (foto), que participou das aulas junto com o marido, José Roberto, o curso Casamento Blindado é um divisor de águas no relacionamento deles, já que a emoção excessiva a dominava. “Sou casada há 10 anos e sempre fui muito emotiva, chorava por tudo, e isso atrapalhou bastante, pois meu esposo, ao contrário de mim, é muito racional e, em vez de se sensibilizar com o meu choro, ficava mais irritado ainda. Como diz a palestrante Cristiane Cardoso, ‘ele me dava o tratamento do silêncio’”, explica.

Jeane diz ainda que uma das várias coisas que aprendeu durante as palestras é que problemas não se resolvem com emoção, e que, quando ela é usada para tentar resolvê-los, as coisas só pioram.

De acordo com a jornalista, era isso o que acontecia em seu casamento: “Eu estava  usando a ferramenta errada. Claro que ninguém muda do dia para a noite, mas agora sempre que me deparo com uma situação em que a emoção quer falar mais alto, lembro-me de tudo que aprendi e faço uso da ferramenta correta: a razão. E está funcionando. Tenho certeza de que, a partir de agora, aplicando no meu casamento tudo que aprendi, ele ficará melhor a cada dia.”

Prático e eficaz

Para a professora recém-casada Priscila Marques, de 28 anos, participante online, o curso foi de grande valia, já que a ensinou a reagir nas situações do dia a dia e nas dificuldades dos primeiros anos de casamento.

“De forma prática e eficaz, os palestrantes souberam ilustrar e indicar qual caminho seguir para ter um casamento feliz, apesar das diferenças que sempre existirão entre o casal”, ressalta.

Se você quer aprender o segredo de um casamento feliz e duradouro e conhecer o que diferencia homens de mulheres nos relacionamentos, participe do próximo curso, que acontecerá em janeiro de 2012.

Para mais informações, acesse o site: www.casamentoblindado.com, e fique ligado nas novidades.

 
 
Fonte: arcauniversal



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Veja os 8 desafios para a saúde de quem vive no planeta de 7 bilhões

foto da internet

Veja os 8 desafios para a saúde de quem
vive no planeta de 7 bilhões de pessoas

População tende a enfrentar problemas no acesso à água e alimentos
João Varella, do R7
irmãs chinesasreuters
A população de 7 bilhões de pessoas no mundo, número atingido nesta segunda-feira (31), marca uma série de novos desafios para a saúde. Uma população que cresce em ritmo acelerado, com aumento na expectativa de vida e uma matriz energética poluente e não renovável são alguns dos fatores que colocam em xeque a saúde de cada indivíduo.

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A superpopulação não pode ser entendida como uma simples conta matemática de demografia e saúde. Para entender o cenário global do que vai afetar como viveremos, é preciso entender que meio ambiente, economia, saúde, urbanismo, relações internacionais entre outros campos do conhecimento influenciam um ao outro. 


O
R7 elaborou uma lista com oito dos principais desafios:

Desnutrição


Neimar Marcos Ninguém, bioconstrutor e palestrante de permacultura, aponta que o custo do transporte para abastecer as cidades deve aumentar com a crescente degradação da mobilidade urbana. Isso vai acarretar em aumento de custo para os mais pobres. As regiões da África Subsaariana, leste e sudeste asiático são particularmente sensíveis nesse tema. Para se ter uma ideia da vulnerabilidade da região, segundo a UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas), a crise econômica global empurrou mais de 64 milhões de pessoas para a pobreza extrema de 2008 a 2010.


Cerca de 17 mil espécies conhecidas de plantas e animais estão em risco de extinção. As consequências dessa perda de biodiversidade são inúmeras, entre elas, o risco da segurança alimentar humana. Segundo a ONU, podem deixar mais 25 milhões de crianças subnutridas em 2050, especialmente no Sul da Ásia.


Má alimentação


Por outro lado, o crescimento econômico de alguns países sem uma melhoria educacional pode trazer pioras na alimentação. Um exemplo disso é o próprio Brasil.
Estudo divulgado neste ano pela FGV (Fundação Getulio Vargas) aponta que, nos últimos dez anos, 39,5 milhões dos brasileiros mais pobres melhoraram de vida e ingressaram na classe C, que hoje agrega 55% da população total, com cerca de 100 milhões de integrantes.

O movimento foi acompanhado por um aumento nas taxas de excesso de peso, que passaram de 42,7%, em 2006, para 48,1%, em 2010, segundo a pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde. No mesmo período, os índices de obesidade saltaram de 11,4% para 15%.


Poluição

Com uma matriz ainda baseada em fontes poluentes, mais gente no mundo é sinônimo de mais poluição. Mesmo no Brasil, país que tem como principal fonte energética as hidrelétricas que trazem um baixo impacto ambiental depois de implementadas, a poluição é um problema. Por mais que a indústria automobilística faça ensaios com carros elétricos, os combustíveis derivados do petróleo ainda são a esmagadora a maioria.


Um estudo da USP
(Universidade de São Paulo) mostrou que Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Curitiba e, principalmente, São Paulo, têm poluição acima do limite estabelecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

A poluição não só causa e agrava doenças respiratórias e cardiovasculares. Estudos recentes apontam que ela é uma das
causas de infertilidade masculina e uma das responsáveis pelo baixo peso de bebês ao nascer.

Sedentarismo

As
doenças não transmissíveis são responsáveis por quase dois terços dos óbitos ocorridos no mundo segundo relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde). Bebidas alcoólicas e cigarro são alvo de constantes campanhas de conscientização. Já o sedentarismo, colocada pelo OMS como uma doença, não.

Ao contrário, a tecnologia e a piora na mobilidade urbana incentivam as pessoas a resolverem tudo no clique do mouse. Oded Grajew, um dos diretores da Plataforma Cidades Sustentáveis, 


Aids

O avanço da medicina fez com que a Aids se tornasse uma doença crônica tratável. Mas só para quem tem acesso aos medicamentos e à assistência técnica. A ONU destaca que "para milhões de pessoas nos países pobres, a pandemia continua a se espalhar, e o HIV/AIDS continua a ser uma sentença de morte certa". 


Os remédios antirretrovirais para combater o HIV só chegam a metade das mulheres doentes.


A África Subsariana é um destaque negativo em razão da pobreza que assola a região. As meninas e mulheres de 15 a 24 anos dessa zona têm duas vezes mais chance de serem infectadas com o HIV do que os homens, em parte devido à sua vulnerabilidade econômica e social.


Água

Atualmente, cerca de 884 milhões de pessoas (praticamente 4,5 "Brasis") não têm acesso a água potável. Pesquisas divulgadas no Fórum Econômico Mundial deste ano indicam que o consumo de água por pessoa cresce hoje duas vezes mais rápido que a população mundial.


Grajew diz que o risco da água ser motivadora de conflitos bélicos não pode ser descartada. Isso é mais um motivo para essa questão ser vista com prioridade.


Estresse

Estanislau Maria, coordenador de comunicação do Instituto Akatu, afirma que as lógicas do trabalho estão em constante mutação. O mundo reduziu bastante a jornada de trabalho desde a revolução industrial, quando um operário chegava a se dedicar até 16 horas todos os dias à fábrica. Porém, as novas tecnologias podem empurrar as pessoas a ficarem conectadas no trabalho o tempo todo, o que é uma fonte de estresse. 


Além de causar estresse, esse "hiperemprego" acaba tirando vagas de outras pessoas. Para Estanislau, esse trabalho extra deve ser considerado na meta de se trabalhar menos.


Idade avançada

O PRB (sigla de uma ONG norte-americana cuja tradução é Escritório de Referência da População) afirma que nas regiões mais desenvolvidas 25% da população tem mais de 60 anos. Em 2050, esse número deve crescer para 33%. Nos países subdesenvolvidos, 5% das pessoas tem mais de 60 anos. Em 2050, esse percentual subirá para 11%.


Alguns países, como o Japão, já
enfrentam desafios por causa do envelhecimento da população. O Censo 2010 também apontou essa tendência para o Brasil, o que vai exigir mudanças no mercado de trabalho e no sistema de saúde.

Segundo Fernando Arbache, professor de logística e infraestrutura da FGV (Fundação Getúlio Vargas), isso deve vir acompanhado de nova mentalidade para receber esse contingente de forma adequada.


- É preciso mudar como as instituições públicas e privadas enxergam os idosos, principalmente em termos de políticas públicas. Se compararmos com o passado, o Brasil já melhorou bastante nas questões á acessibilidade, pois hoje já sabemos que é preciso conceder serviços já pensando nos deficientes e nos idosos, mas se compararmos com outros países, como Chile, Austrália, Nova Zelândia, Irlanda e Canadá, ainda temos um longo caminho a percorrer.

R7.com