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sexta-feira, 25 de maio de 2012

ESTUDO SOBRE BEBIDAS - Brasileiros bebem 6,9 litros de álcool por ano

Brasileiros bebem 6,9 litros de álcool por ano



Número é considerado baixo, quando comparado com consumo de países europeus


25/05/2012 00:05 - AGÊNCIA EFE










Agência EFE




Segundo estudo, homens bebem quatro vezes mais que mulheres




O consumo de álcool na América Latina é baixo quando comparado com o registrado na Europa e nos Estados Unidos, e se situa em 5,5 litros de álcool puro ao ano por pessoa, embora as diferenças por países e gênero sejam marcadas; no Brasil, por exemplo, esse número sobe para 6,9 litros, segundo o resultado de uma pesquisa inédita sobre o assunto. 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ministério da Justiça pede explicações do Google sobre privacidade

 INTERNET
Ministério da Justiça pede explicações do Google sobre privacidade. Empresa diz que não vende dados
POSTADO POR Paulo Floro , ÀS 10:04 EM 09/03/2012
Agora é o Brasil que quer explicações do Google sobre as mudanças na Política de Privacidade. Depois da Europa iniciar as investigações contra a empresa, o Ministério da Justiça através do Departamento de Proteção e Defesa do Consumdidor (DPDC) quer que o Google detalhe as possibilidades de utilização dos dados pessoais dos usuários. Ler Mais+

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Vantagem para quem pesquisa

Vantagem para quem pesquisa

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR  
03/01/2012 | 08h57 | Economia



Um novo ano começou e, para quem tem filhos em idade escolar, comprar o material é um dos itens mais pesados do orçamento. Os colégios costumam fornecer uma lista do que é necessário, mas deixam a escolha das marcas a cargo da família. Entre os livros didáticos, a variação de preço de um local para outro é pequena. Como economizar? A primeira dica do educador financeiro Reinaldo Domingos é realizar uma “caça” ao que sobrou do material do ano anterior em casa e que pode ser reaproveitado. Até a criança pode participar. Ao final, a “brincadeira” pode equivaler a uma redução de até 20% dos gastos.

Aproveite a oportunidade para explicar à criança que diminuir as despesas é importante para toda a família. Jovens costumam desejar itens customizados com personagens famosos, marcas de destaque, o que encarece a conta total. Explique as vantagens de escolher o básico, podendo o dinheiro poupado ser revertido em um brinquedo novo ou uma viagem. “A criança vai trocar se gostar do que você oferecer a ela”, afirma Domingos.


Na hora de ir ao comércio, ser cordial é importante. Trate os funcionários pelo nome, converse sem pressa e, se necessário, chame o gerente. “Com certeza, eles têm descontos interessantes, mas que só dão se forem procurados”, recomenda o educador. Chamar os pais dos colegas dos filhos para ir junto também pode render muito. Comprar em quantidade, com mais três ou quatro famílias, tende a reduzir o preço unitário dos produtos. Mas avalie principalmente a qualidade do que adquire. “Nem sempre o mais barato é o melhor”, ressalta o educador financeiro.




Para ser vantajoso pagar à vista, o desconto deve ser de 5% a 10%. Afinal, a prazo sempre há juros ou encargos. Se preferir parcelar, avalie se a prestação cabe no seu bolso sem prejudicar outros compromissos. Lembre também que a lista é para o ano todo. “Senão tiver dinheiro agora, compre 50% e deixe o resto para o segundo semestre. Não adianta comprar tudo de vez e se endividar”, alerta Domingos.


Sybele Soares, 28 anos, comprou o material da filha Letícia, de 5 anos, no Atacadão, ainda em dezembro. Houve muita negociação, mas filha pode escolher o modelo da bolsa, com a mãe orientando em relação ao preço. “Procuro sempre as mais em conta, mas tento conciliar com o gosto dela”, diz Sybele. Ela pesquisou preços na internet antes de sair às lojas, procurando referências.


Rodrigo Fraga, 34 anos, é vendedor e tem dois filhos, de 6 e 4 anos. Tendo que escolher tudo em dobro, sentiu-se perdido diante da grande lista recebida do colégio. “É muita coisa que nem sabia pra que servia.” Para ele, a principal vantagem de ter antecipado as compras foi a ajuda dos funcionários para localizar os itens e saber quais as melhores opções. “Depois é muita correria, eles ficam sobrecarregados.”




quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mais de 11 milhões vivem em favelas no Brasil, diz IBGE; maioria está na região Sudeste

Mais de 11 milhões vivem em favelas no Brasil, diz IBGE; maioria está na região Sudeste

21/12/2011 - 10h00
Janaina Garcia
Do UOL Notícias, em São Paulo



Um total de 11.425.644 de pessoas --o equivalente a 6% da população do país-- ou pouco mais de uma população inteira de Portugal ou mais de três vezes a do Uruguai. Esse é o total de quem vive, atualmente, no Brasil em aglomerados subnormais, nome técnico dado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para designar locais como favelas, invasões e comunidades com, no mínimo, 51 domicílios.
O número foi divulgado nesta quarta-feira (21) pelo instituto como complemento ao Censo 2010, do final de abril deste ano. Além do mínimo de moradias, outro critério-chave para classificar essas áreas como aglomerados subnormais é carência: com origem em ocupações de locais públicos ou particulares, a maioria sofre a falta ou a inadequação de serviços públicos de qualidade, além de, em geral, estarem dispostas densa e desordenadamente.
O contingente identificado pelos pesquisadores em todo o Brasil está em pouco mais de 3,224 milhões de domicílios, a maioria, 49,8%, na região Sudeste –com destaque para os Estados de São Paulo, com 23,2% dos domicílios, e Rio de Janeiro, com 19,1%. Em toda a região, são mais de 5,580 milhões vivendo nesses aglomerados.

As dez maiores favelas do Brasil

  Nome Estado População
Rocinha RJ 69.161
Sol Nascente DF 56.483
Rio das Pedras RJ 54.793
Coroadinho MA 53.945
Baixadas da Estrada Nova Jurunas PA 53.129
Casa Amarela PE 53.030
Pirambú CE 42.878
Paraisópolis SP 42.826
Cidade de Deus AM 42.476
10º Heliópolis SP 41.118
  • Fonte: IBGE
Em população, o território paulista apresentou um total de pouco mais de 2,715 milhões de moradores em áreas carentes, diante de aproximadamente 2 milhões no Estado do Rio. Em Minas Gerais, são 598.731 moradores nessas condições; no Espírito Santo, 243.327.
A região Nordeste é a segunda com maior número de moradores em comunidades carentes: são 3.198.061 de pessoas ou 28,7% do total nacional; a maioria, nos Estados da Bahia (970.940) e Pernambuco (875.378). O Norte vem na sequência, com 14,4% ou 1.849.604 de pessoas --a grande maioria, 1.267.159 (10,1%), no Pará.
O Sul aparece no mapeamento como a quarta região com mais comunidades carentes, 5,3% ou 590.500, mais da metade, 297.540, no Rio Grande do Sul. Em último lugar vem o Centro-Oeste, com 206.610 pessoas ou 1,8% do total nacional nos aglomerados subnormais –133.556, apenas no Distrito Federal.

Regiões metropolitanas
De acordo com o censo das áreas carentes, a maioria esmagadora de seus domicílios está concentrada em um grupo de 20 regiões metropolitanas (RMs) --são 88,6%, ao todo, sobretudo na RM de São Paulo (596.479 pessoas), na do Rio (520.260), de Belém (291.771), Salvador (290.488) e Recife (249.432)

Tipos de aglomerados pelo Brasil

No Rio de Janeiro, as favelas estão em encostas íngremes e de alta densidade populacional

Em Macapá (AP), as comunidades carentes ficam em baixadas permanentemente inundadas

Em Manaus (AM), as aglomerações ficam em áreas de igarapés


Em São Luís (MA), os aglomerados estão predominantemente na periferia da capital



Segundo os pesquisadores, uma explicação possível para a presença maciça de favelas nas regiões metropolitanas com mais de um milhão de habitantes é a concentração demográfica e a maior oferta de emprego no município-núcleo --não necessariamente, ainda que na maior parte das vezes, uma capital. 


Tipos de ocupação e intervenções necessárias

O estudo identificou tipos diferentes de aglomerados conforme região e Estado, bem como nomenclaturas. No Rio, por exemplo, as favelas estão localizadas principalmente em encostas íngremes; em Fortaleza, em áreas de praia.
Em Maceió, as áreas estão predominantemente em vales profundos, conhecidos na região como grotas. Já em Macapá, essas comunidades ficam em baixadas permanentemente inundadas, chamadas palafitas. Em Cubatão (SP), a localização é em manguezais; em Manaus, em igarapés e encostas.
No caso do Rio de Janeiro, onde está a favela mais populosa do país --a Rocinha--, o IBGE apontou que as ocupações mais antigas ficavam na região central e proximidades, pois é onde há oferta maior de trabalho.
Em São Paulo, Estado com maior número de moradores em aglomerados subnormais, os pesquisadores destacaram predomínio de favelas de pequeno porte, distantes da área central.
Em Belém, o perfil dominante é o de ocupação, com alta densidade, de baixadas junto ao rio Guamá, próximas ao centro e sujeitas a inundações periódicas, mas com ruas e acesso às casas no interior, por meio de grandes quadras, becos e vielas. Já as ocupações mais recentes estão mais distantes, no norte do município.
Entre as intervenções apontadas como necessárias, para grandes aglomerados o estudo indica “profundas” ações que vão desde as melhorias de acessibilidade ao local de moradia, como a construção de planos inclinados, teleféricos ou a abertura de ruas, até o aumento de redes de água, esgoto e energia.
Em aglomerados menores, porém, boa parte fica em loteamentos e áreas que não podem receber edificações, como margem de córregos –e justamente onde as inundações são mais frequentes. 

O estudo

O primeiro levantamento sobre as favelas no país foi feito pelo IBGE em 1953, no estudo “As favelas do Distrito Federal e o Censo Demográfico de 1950”. O termo aglomerados subnormais, porém, só passou a ser adotado em 1987, usado no Censo de 1991 e no de 2000.
É a partir do Censo 2010, contudo, que os tipos mais diversos de aglomerados são analisados, uma vez que inovações tecnológicas e de método de trabalho, de acordo com o instituto, tornaram a pesquisa mais aprimorada –sobretudo pelo uso de imagens de satélite e GPS.
Por este motivo, explicaram os pesquisadores, não é possível comparar de forma linear o número de moradores em aglomerados do tipo em 2000, 6.535.634, com os mais de 11 milhões atuais.
Há uma década, porém, São Paulo (2.071.117 de pessoas) e Rio de Janeiro (1.387.889) já despontavam como as áreas mais populosas desses aglomerados.
Já áreas de aglomerados contíguos, localizados dentro das áreas analisadas, mas fora do padrão de um mínimo de 51 domicílios, não foram analisadas. Em função disso, alertam os pesquisadores do IBGE, números de moradores de favelas divulgados por Estados ou municípios podem soar destoantes daqueles divulgados pelo Censo.



IBGE